Categoria: Empacotamento
Tendências em embalagens sustentáveis para 2026: como a inovação está redefinindo o setor
O uso de embalagens sustentáveis é crescente entre consumidores. Isso exige atenção de fabricantes a ponto de se tornar um imperativo competitivo na indústria global.
Assim, diante da rigidez das regulamentações ambientais na Europa, EUA e América Latina, a indústria brasileira é estimulada a realizar adequações em toda a cadeia de valor.
Ao mesmo tempo, transparência, rastreabilidade e uso eficiente de recursos são cada vez mais necessários.
O resultado é uma pressão positiva sobre fabricantes, que devem conhecer as tendências para inovar e atender o mercado.
Neste artigo, você verá o que esperar do próximo ano e como toda essa inovação redefine a indústria.
Viabilidade e rentabilidade: o novo paradigma das embalagens sustentáveis
Cada vez mais, o consumidor prefere adquirir seus produtos em embalagens sustentáveis e seguras.
Um relatório da Bain & Company confirma isso. Em 2023, 71% dos consumidores europeus afirmaram querer comprar itens sustentáveis ou com o mínimo de embalagem possível.
Diante disso, algumas tendências dominarão o novo ano, como destacado nos grandes eventos do setor:
- K 2025 (Düsseldorf);
- Interpack 2026.
A seguir, apresentamos as direções que moldam o setor e de que forma a tecnologia viabiliza a sustentabilidade, aumentando a rentabilidade das embalagens.
1. Monomateriais e design para reciclagem
A substituição de estruturas multicamadas por monomateriais, como PE (polietileno) e PP (polipropileno), é uma das mudanças mais profundas no design de embalagens.
Segundo artigo da Plástico.com.br, elas têm um ciclo de reciclagem eficiente e barato, consequentemente atendem aos critérios de economia circular.
Sendo assim, são ideais para a sustentabilidade, especialmente por:
- Simplificar processos;
- Reduzir contaminação de fluxo;
- Permitir a reutilização em novos ciclos produtivos.
Além disso, tecnologias como MDO (Machine Direction Orientation) permitem criar filmes monomateriais de alta resistência e barreira, mantendo desempenho e aparência premium.
Isso conecta diretamente duas fortes tendências: ecodesign e eficiência de extrusão e selagem, reduzindo perdas e tempo de setup.
2. Materiais bio-baseados e compostáveis

Com os recentes avanços tecnológicos, a revolução dos biopolímeros ganha maturidade na área de embalagens sustentáveis.
Polímeros específicos, como PLA, PVOH e compostos de amido modificado, já alcançam níveis de desempenho comparáveis aos plásticos tradicionais, com vantagens em barreira e compatibilidade com maquinário existente.
Associado a isso temos as certificações OK Compost, BPI e TÜV Austria, que são critérios de compra relevantes, especialmente para exportadores.
Mas o maior desafio da indústria é o equilíbrio: nem toda embalagem biodegradável é reciclável, e o foco está em combinar desempenho, circularidade e conformidade sem comprometer a produtividade.
3. Downgauging e otimização de material
A eficiência é a nova sustentabilidade.
Para 2026, a tendência de reduzir a espessura dos filmes sem comprometer o desempenho mecânico, o chamado downgauging, deve se manter.
Agora, cada vez mais, ela se consolida com o apoio de controle inteligente de parâmetros de produção e da automação de processos.
Filmes ultrafinos, como PE 14 µm orientado por MDO, reduzem custos diretos de material e diminuem a pegada de carbono por metro quadrado produzido.
Esses avanços só são possíveis graças ao avanço dos maquinários:
- Inteligentes e precisos;
- Com sensores integrados;
- Que realizam ajustes automáticos de temperatura, tensão e selagem.
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4. Reciclagem avançada e resíduos pós-consumo
Um dos focos da indústria é aumentar a reciclagem de materiais plásticos, que deve alcançar 50% até 2040, conforme destacado pelo Governo Federal.
Mas, para isso, é preciso ir além da teoria. Para 2026, as técnicas avançadas devem crescer.
A reciclagem mecânica ainda domina o cenário, mas estratégias químicas (pirólise, despolimerização) ganham espaço ao transformar resíduos complexos em polímeros virgens novamente.
Soluções modernas já removem impurezas, adesivos e tintas com eficiência, permitindo o uso de PCR (post-consumer recycled) e misturas bio-circulares sem comprometer a qualidade visual e mecânica.
Rastreabilidade e certificações, caso do ISCC Plus, garantem a origem e o ciclo circular dos materiais, atendendo à exigência crescente em auditorias ESG.
5. Sustentabilidade, certificações e economia circular

O setor de embalagens é globalizado. Com isso, as normas internacionais tendem a guiar o mercado. Veja três pontos de atenção:
- ISO 18604: define critérios de reciclabilidade;
- ISCC Plus: assegura a rastreabilidade de cadeias circulares, garantindo a origem das matérias-primas;
- Ecodesign for Packaging: orienta empresas na redução de impacto ambiental desde o projeto.
Esses padrões impulsionam uma mudança estrutural importante: as embalagens devem ser desenvolvidas com o propósito de serem recicladas, não apenas “na teoria”.
Empresas líderes já estão redesenhando processos produtivos para fechar o ciclo, do pellet ao pós-consumo.
6. Automação, digitalização e eficiência de processo
A sustentabilidade não acontece sem eficiência.
A automação industrial em embalagens inteligentes é o elo entre inovação e produtividade. Em 2026 teremos máquinas inteligentes que:
- Reduzem desperdício;
- Otimizam o consumo de energia;
- Garantem repetibilidade de qualidade.
Neste contexto, equipamentos específicos, como a Empacotadora vertical contínua MS-250 da Indumak, incorporam sensores e ajustes automáticos que maximizam o aproveitamento de material e minimizam falhas de produção.
Assista ao vídeo e veja a essa empacotadora em operação:
Esse tipo de tecnologia representa a convergência entre a indústria 4.0 e a economia circular. Afinal, cada metro de filme conta, e cada segundo de máquina parada custa caro.
O futuro se aproxima: eficiência, conformidade e reputação
O setor de embalagens inteligentes está em constante transformação, com inovações e tendências surgindo com recorrência.
Assim, mais do que uma tendência, as embalagens sustentáveis se consolidam como um diferencial competitivo e critério de permanência no mercado.
Empresas que unem inovação, conformidade regulatória e automação inteligente estarão à frente, tanto em custo quanto em imagem de marca.
A Indumak acompanha esse movimento de perto, desenvolvendo soluções que conectam produtividade e circularidade.
Trabalhamos para auxiliar todo perfil de indústria a se adaptar às exigências que o mundo do empacotamento exige.
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